Desde há algum tempo que venho a explorar a utilização de várias fotografias na “mesma imagem”, no sentido de transmitir diferentes e por vezes mais fortes emoções, potenciadas pela confrontação ou complementaridade entre essas fotografias.

“São precisos dois para dançar o Tango” é uma selecção de dípticos, sendo cada um constituído por duas fotografias que, quando postas lado a lado, dialogam entre si, transmitindo um nível de comunicação mais profundo.

A sua interacção muitas vezes reforça o mistério, os sentimentos e o confronto entre diversos mundos, atitudes ou abordagens. Noutros casos coloca frente a frente tranquilidade e tensão, relacionando ambiente e depressão, causa e efeito, mostrando o início e o fim de um ciclo.

Sempre tentando transportar o observador através de um caminho mais relevante descodificam simbologias ou simplesmente destacam o amor, a alegria, a força, a dúvida, a solidão e a busca do paraíso.